O AGRONEGÒCIO

 


       A todo momento ouvimos dizer do gigantismo do agronegócio brasileiro como o grande pilar de nossa economia. É o modelo primário exportador de commodities e importador de manufaturados.

       Nesse cenário aparece a China no polo oposto: o grande importador .

       Do lado de cá coloca-se o Brasil como grande importador de insumos agrícolas e grande exportador de alimentos. Nesse setor revela-se, portanto, a grave dupla dependência do exterior.

       De um lado  o agronegócio depende da importação de todos os insumos necessários para a produçao, a saber: fertilizantes, sementes, equipamentos e agrotóxicos.

       De outro depende do mercado externo comprador de alimentos, sobretudo da China, nosso maior cliente, importador de alimentos.

       A China, atenta a essa realidade , acaba de lançar um Plano Quinquenal  com vistas a diminuir a dependência do agronegócio brasileiro,  gradativamente, alcançar a sua autossuficiência, e no longo prazo vir a ser até um provável exportador de alimentos, concorrendo no mercado mundial, assim como já é no setor de manufaturados e serviços.

       Diante desse quadro percebemos quão delicada é a posição do Brasil. Por exemplo no ítem potássio (K) o Brasil importa 90% do que consome. E importa também o P (fósforo) e o N (nitrogênio), os três macronutrientes agrícolas.

       Por outro lado sendo o Brasil um grande produtor de biomassa e resíduos orgânicos, poderá a agricultura orgânica e biodinâmica desempenhar um papel cada vez mais importante no cenário agrícola.

       Na medida em que o consumidor se conscientiza da importância do alimento saudável, mais ele próprio exigirá de seus fornecedores a prática de métodos agrícolas compatíveis com a ecologia.

       O mercado é soberano.

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