O ARQUÉTIPO

 


       A palavra "arquétipo" tem dois componentes: "arque" e "tipo". São duas palavras de origem grega que definem bem o termo: "arche" e "typos".  Arche é o início, Typos é a  imagem. A "imagem inicial" é o ponto de partida de tudo o que existe. Tudo deriva de uma imagem original.

       A língua alemã possui uma palavra que define esse conceito: "Urbild"

       Na cultura alemã foi Goethe que inaugurou esse conceito ao cunhar a palavra "Urpflanze", quer dizer " A planta arquetípica". É a imagem ideal daquilo que é comum a todas as plantas. A essência do vegetal. É o que nos permite reconhecer algo como uma planta, em qualquer lugar. Do arquétipo original derivam todas as plantas. Cada planta, individualmente, deriva de seu arquétipo, no mundo espiritual. Não é uma abstração hipotética. É uma realidade.

       Podemos aqui recorrer à tecnologia para ilustrar o fenômeno. 

       Uma rádio emite um som em sua estação emissora. O som se propaga a partir da rádio difusora, numa linguagem cifrada, codificada, em todas as direções, numa determinada frequência. Todos os rádios receptores, sintonizados naquela frequência, captam e reproduzem o som da origem, da rádio emissora.

       A condição para a recepção e  reprodução  do som original é a sintonia entre os dois polos, o emissor e o receptor. Quando ambos vibram na mesma frequência realiza-se a transmissão radiofônica. O som é produzido e reproduzido, à distância,

       O que se faz na radiofonia, também se faz na telefonia, com e sem fio. 

       A transmissão sonora equivale à transmissão televisiva.  A estação geradora emite uma imagem que reaparece na tela do televisor.

       Na medida em que avança a tecnologia, mais fiel é a reprodução, em alta fidelidade e alta definição ou em alta resolução. A tecnologia, criada pelo homem, imita processos naturais, não criados pelo homem.      

       Quando um observador contempla um pé de milho, ele sabe, de antemão, que aquela planta é a expressão gênica de uma mensagem gravada no DNA da semente que lhe deu origem, em linguagem codificada, num código genético. A mensagem se "transcreve" para o o RNA m. Via RNA t o mensageiro "transporta" a mensagem para o RNA r, o "sítio ribossômico". A mensagem é "traduzida", quer dizer "decodificada" e na ponta aparece um pé de milho.

       Vejamos a sequência: antes a "transcrição", depois a "tradução", quer dizer a "decodificação" que resulta no pé de milho, o estágio final de um complexíssimo processo, que já existia muito antes de o homem desvendar os segredos da genética. O cientista é a pessoa que "descobre" o que já existia muito antes de existir a Ciência. 

       Da mesma forma Pedro Alvares Cabral descobriu um país que existia antes dele. Igualmente Colombo, descobriu a América antes de Cabral.

       O que falta hoje descobrir aos geneticistas.

       Se o pé de milho é a expressão gênica, qual é então a origem da "impressão gênica" gravada  no DNA?  

       Essa é a pergunta que a Ciência Oficial deverá colocar a exemplo do que faz a Ciência Espiritual.

       Não limitar-se a fenômenos sensorias, e sim romper com seus limites e avançar para os fatos suprassensíveis, o mundo das causas espirituais que se manifestam fisicamente no mundo sensível.

       Uma "Urbild", uma imagem inicial é gerada nos mundos superiores. É transmitida e impressa, ainda codificada, para o nosso mundo e por fim, expressa, visível, acessível aos nossos olhos.

       Não por acaso a molécula de  DNA revela´se à Ciência com seus três componentes químicos: 1)  o ácido fosfórico, portanto  "phos phoros", o portador de luz.

2) um açúcar, um carboidrato, portador de energia.

3) uma base nitrogenada. O nitrogênio é  o portador do astral, na linguagem espiritual antroposófica.

       O próximo passo será reconhecer no DNA o receptor e retransmissor de uma imagem arquetípica gerada nos mundos espirituais superiores. Uma "Urbild" que se apresenta no nosso mundo como uma "Abbild", uma ilustração sensível de uma realidade suprassensível.


       A Ciência Espiritual não contradiz, e sim complementa as lacunas, porventura deixadas pela Ciência Oficial.

         

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