A IMPRENSA
Antigamente , para imprimir um livro, era necessário compor cada página separadamente, com grande custo.
Por volta de 1500 coube a Gutenberg a missão de inventar a Arte de Imprimir Livros. Graças à sua genialidade, foi possível compor uma página com tipos móveis e assim imprimir centenas ou milhares de páginas, iguais à composição original de tipos.
Surge assim a tipografia, capaz de socializar a leitura de livros.
Interessante é que, na invenção da imprensa, surge de novo a palavra "tipo", a mesma que aparece na palavra "arquetipo". a imagem original arquetípica.
O progresso continuou e a tipografia passou a ser praticada também em casa ou no escritório. Foi inventada a máquina de escrever, o "typewriter", quer dizer "o escrevedor de tipos". O teclado contém o alfabeto.
Cada tecla é um tipo representando uma letra. O datilógrafo pressiona a tecla, o tipo bate numa fita embebida em tinta, e finalmente, a letra aparece impressa no papel.
A impressão gráfica é a expressão de um conteúdo fonético, a letra equivalente a um som. Por exemplo a letra P é a representação gráfica do fonema bilabial surdo "pê".,
Sempre que o datilógrafo presiona a tecla P, o tipo P imprime-se no papel e é lido como "pê", centenas ou milhares de vezes, enquanto houver tinta disponível.
O progresso continuou. A datilografia moderna mantém o teclado, mas aboliu a tinta.É a tecnologia. O antigo datilógrafo é hoje o digitador. "Daktylos" é a palavra grega equivalente ao latim "digitus", que significa "dedo". Apenas migramos da antiga Grécia para a antiga Roma. É o progresso.
Contudo, por mais que avance a tecnologia e a biotecnologia, as verdades são eternas.
A engenharia genética inventou a semente transgênica. A transgenia é um artifício para produzir uma semente que jamais existiu, nem na Terra nem no Céu.
Por exemplo o milho BT, que já contém em si a toxina do BT, do "bacillus thuringiensis", o inimigo natural da lagarta. O milho BT mata a lagarta. Não mata o consumidor?
Eis aí o progresso desviado para caminhos estranhos. É a semente perdida, desantenada de seu arquétipo.
Quem a consome corre o risco de se desantenar.
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