O POPULISMO
O maior enigma para os analistas políticos é decifrar a diferença entre o populismo petista (PT) e o populismo peelista (PL). Os dois populismos de massa disputam a preferência do eleitorado usando as mesmas armas de que a turba mais gosta: a emoção.
A despeito de tantas divergências vociferadas nos palanques, na verdade é tudo igual, farinha do mesmo saco. E assim a multidão prossegue, embalada pelos arroubos de seus repectivos ídolos.
A idolatria sempre existiu no mundo e foi severamente combatida pelas autoridades, leigas e eclesiásticas.
Os tempos mudaram, e hoje o populismo eleitoreiro é livremente praticado e quem sofre punição é a massa de eleitores, submissa aos desmandos de seus arautos.
Primeiramente o petismo inventou o bolsa família para arrebanhar a grande parcela de desvalidos e descamisados. Funcionou, e mantém o poder há cinco mandatos.
A reação do peelismo foi igual e contrária: trocou o nome da arma por "auxílio". Na esperança de conquistar mais votos do que seu adversário, o PL aumentou o auxílio em 50%, o que provocou a ira do petismo lulista pela apropriação indébita de seu trunfo.
Hoje, às vésperas da eleição, o petismo recorre ao mesmo bacamarte e aumenta a bolsa em 15%, não em 50%. Os modestos 15% provocam a fúria do peelismo, mas para contrabalançar, o filho do ex-presidente, peelista, promete melhorar esse índice em seu próximo governo, na acirrada corrida pelo voto.
Nesse cenário de ferrenha competição pela preferência popular, os analistas políticos, por mais argutos que sejam, não conseguem discernir as diferenças.
" Os extremos se tocam, se igualam, se anulam."
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