O PECADO ORIGINAL
+ Quem lê atentamente os primeiros capítulos da Gênese no Antigo Testamento, surpreende-se ao deparar-se com a menção ao Pecado Original e às punições impostas a Adão e Eva, a seus filhos, a seus descendentes e a todas as futuras gerações até nossos dias. O leitor fica impressionado, quiçá indignado, por a Humanidade inteira ser tâo severamente penalizada: perder o Paraíso, ganhar a vida com o suor de seu rosto, parir com dor, e mais que tudo "trabalhar a terra." A esses tormentos acrescenta-se a sentença: "Maldita seja a terra por tua causa."
Imaginemos o horror experimentado por Adão e Eva, e não só, mas também por toda sua descendência, ao receberem as sumárias condenações. Mais ainda a maldição da terra, do solo que produziria seu alimento e garantiria sua existência física.
Importante aqui é o leitor atentar para o fato de que ele está lidando com uma parte do todo e não com a totalidade. Até hoje grande parcela da Humanidade continua restrita à parcialidade e não alcança a plenitude, seja por condicionamentos culturais, seja por livre opção.
Contudo nada está perdido. A Sabedoria Superior cuidou de oferecer ao Homem a oportunidade de acessar a amplitude.
Ao Antigo sucede-se o Novo, a Boa Nova, a Boa Notícia, o Ev Angelion e seus 27 livros adicionais: 1) 5 Livros Históricos (4 Evangelhos e 1 Atos dos Apóstolos); 2) 21 Livros Didáticos (as Epístolas): 3) 1Livro Profético, (o Apocalipse).
De fato apenas uma parte da Humanidade tem pleno acesso ao todo, por razões históricas ou por decisão própria.
Razões históricas determinam a marcha dos acontecimentos. Opções individuais são assumidas livremente, sem nenhuma coerção externa. Nesse caso é o indivíduo que fixa limites ao alcance de seus horizontes. São as limitações que a pessoa, espontaneamente, impõe-se a si própria, julgando-se ser livre.
Nesse fluxo muita água vai rolar, muito rio vai passar, até que alcance o oceano.
Tudo porque o Homem decidiu inspirar-se pela serpente luciférica e comer do fruto da Árvore do Conhecimento e da Ciência, plantada pelo Criador, no paradisíaco Jardim do Éden. E até hoje a Humanidade esforça-se por adquirir mais conhecimento.
Adquirir conhecimento significa então perseverar no diabólico erro original? E arcar com suas consequências punitivas?
Essas intrigantes perguntas pairam no ar e deixam o leitor atônito. Já os antigos romanos declaravam: "Errare humanum est, perseverare in errore diabolicum."
Porém se ele persevera e segue adiante, lá na frente ele encontra a Revelação, traduzida ao grego por Apocalipsis.
Aí o quadro se completa.
Ao lado da Árvore do Conhecimento, no meio do Jardim, estava desde sempre plantada a Árvore da Vida. O Conhecimento pode então ser vitalizado e ganhar uma nova coloratura, uma brisa rejuvenescedora.
O autor do Apocalipse, o apóstolo João, o ancião de 100 anos de idade, na Ilha de Patmos, revela sua visão: " Eu vi um Novo Céu e uma Nova Terra. Eu vi a Nova Jerusalém"
É o Apocalipse de João, cap. 21 e 22.
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