A CONSCIÊNCIA GRUPAL

        A Ciência Espiritual Antroposófica reconhece a existência de sete grupos contendo quatro componentes ou quatro membros cada um. Fala-se portanto de sete quadrimembrações,ou seja sete conjuntos de quatro conceitos que guardam uma direta correlação entre si.

       A sétima e ultima quadrimembração consiste nos chamados "quatro níveis de consciência", a saber: a consciência de vigília (reino  humano), a consciência de sonho (reino  animal), a consciência de sono (reino  vegetal)  e por fim a consciência elementar (reino mineral).

       Desde já deixamos claro que não existe inconsciência. Todo o Universo é consciente, em diferentes níveis, inclusive o mundo mineral.

        Também o ser humano passou por quatro estágios evolutivos, ou seja o estágio calórico, o gasoso, o aquoso e o atual estágio terroso ou sólido. Finalmente o ser humano alcança agora o seu quarto estágio evolutivo, na atual Terra. Só agora, na quarta evolução planetária, na atual Terra, o homem alcança o seu "eu", o que o distingue do animal (corpo astral), do vegetal (corpo etérico) e do mineral (corpo físico). 

       Só agora está o homem suficientemente maduro para receber um "eu", como mais uma dádiva dos mundos superiores.     

       Contudo o eu humano está também inserido num processo evolutivo. A princípio o eu humano era mais de natureza geral, coletiva, digamos mesmo grupal. Esse eu grupal, também chamado tribal, caracterizou os agrupamentos coletivos na antiguidade, estruturados sob a direção de um líder  absoluto que moldava o comportamento de seus comandados. Formavam-se assim grupos unidos e coesos, uniformes, organizados para se defender ou atacar outros grupos igualmente tribais ou nacionais.

       Em constante conflito a humanidade evoluiu ao longo de séculos  e  milênios, onde as diferentes destinada a cumprir três missões cósmicas nações disputavam a primazia e afirmavam-se umas perante as outras. Era a prevalência da alma-grupo. cada uma convicta de sua superioridade.

      Essa consciência primitiva não deveria continuar para sempre, visto que a evolução obedece a uma lei natural imutável. Ela não pára. A dinâmica histórica é inexorável.

       Neste sentido por volta de 2000 a.C., a direção espiritual  convocou um homem de nome Abraão para iniciar uma nova etnia destinada a cumprir três missões cósmicas de profunda significação para a humanidade.´, a saber: o monoteísmo, o pensar lógico e o messianismo.

       A heróica História do Povo Abraâmico, o  povo Hebreu (Judeu, Israelita), consistia na realização dos três ideais: a crença em um  só Deus; o pensar claro, lógico, matemático , científico; a esperança messiânica, ou seja um dia haveria de surgir no seio do Povo Eleito o Messias Salvador, que traria para a humanidade algo totalmente novo que jamais existira antes: a consciência do Eu individual.


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