O ESTADO DE ISRAEL
Existe o terrorismo dirigido contra o Estado de Israel desde 1948, desde quando existe o Estado de Israel. Antes de 1948 a convivência entre as etnias na Palestina era pacífica. Pouco antes de 1948 militantes sionistas criaram, em ações terroristas, as condições necessárias para a criação do Estado Judeu. 700 mil palestinos foram deslocados de suas terras para abrir espaço para a ocupação do território recém-fundado de Israel. A guerra árabe-israelense começou no primeiro dia após a fundação do Estado Judeu.
De lá para cá o Estado de Israel vive uma situação de guerra permanente, ininterrupta. Pode-se dizer que Israel deu continuidade, em grande escala, às condições reinantes nos anteriores vinte séculos de diáspora, até 1945. A "Cultura do Ghetto", vigente na diáspora, foi, por sua vez, a continuação da cultura isolacionista, necessariamente praticada pelo Povo Eleito, desde a chegada do imigrante Abraão na Terra Santa de Canaã, no século 20 a.C.
Os descendentes de Abraão constituíam o único povo capaz de levantar e sustentar a bandeira do monoteísmo, enfrentando toda sorte de resistências, externas e internas.
Graças a esse forte sentimento de união, os adversários, de dentro e de fora, pagãos, idólatras e politeístas, foram sendo superados um a um, até que, finalmente, no primeiro século de nossa era, surge o Messias na figura de Cristo_Jesus e traz ao mundo a nova consciência do EU INDIVIDUAL, que não existia antes. O Eu, emancipado das limitações impostas pelo clã, pela tribo, grupo, etnia, nação. Foi a maior revolução do pensar jamais ocorrida na História Universal. Era a realização da mais nobre missão cósmica atribuída ao Povo Hebreu.
A população da Terra Santa aderiu à Boa Nova, em natural conformidade com a missão abraâmica.
No início da Semana Santa, no Domingo de Ramos, Cristo-Jesus foi jubilosamente acolhido em Jerusalém. "Hosana, Filho de David", ecoou pelas ruas da cidade, embelezada com ramos e flores, em solene saudação.
Cinco dias depois, na Sexta-feira, parte do povo estava lá, exigindo a condenação de Jesus e a libertação de Barrabás, tamanha era a influência da casta dominante no Templo, os fariseus, os saduceus, os doutores da Lei, os sacerdotes, os escribas e seus adeptos. Estes continuaram unidos na antiga fé, o Antigo Testamento, a Torá, e dispersaram-se pelo mundo, constituindo o que se chama "diáspora".
Durante os sucessivos vinte séculos seguintes, mantiveram-se coesos e unidos, cercados de inimigos nos vários países em que se abrigavam, avessos à aculturação e à assimilação. E sofrendo contínuas hostilidades, em escala ascendente, até culminar com o holocausto, de 1939 a 1945.
Desde 1945 não mais ocorreram holocaustos nem pogroms na diáspora, o que facilitou iniciar-se um lento e seguro processo de integração aos diferentes povos que os acolhiam, amistosamente.
São portanto 80 anos de prosperidade pacífica experimentada pela parcela de hebreus (judeus,israelitas) que permaneceu residindo na diáspora. A outra parcela optou por emigrar para o Estado de Israel, obedecendo ao apelo sionista-ortodoxo de constituir uma nação, exclusiva, unida e coesa, nos padrões dos antigos ghettos existentes até 1945, sujeitando-se às mesmas hostilidades de que foram vítimas nos séculos anteriores, cercados de inimigos.
Por outro lado, desde 1945, os israelitas, aculturados, assimilados e miscigenados, prosperam pacificamente na diáspora.
Desde 1948 os israelenses, confinados em seu país, vivem precariamente, num estado de beligerância permanente contra os terroristas, deslocados de suas terras.
Nesse período ensaiaram-se algumas tentativas de paz, abortadas pelos próprios sionistas, reliigiosos, ortodoxos, seguidores de Netaniahu, como por exemplo o assassinato de Isaac Rabin em 1995, perpetrado por um jovem fanático religioso de 25 anos de idade. incitado pela atmosfera criada por Bibi.
A cultura da segregação, igualmente praticada em colônias na África, Ásia e nos Estados Unidos, é um remanescente fóssil da consciência grupal vigente nas sociedades pré-cristãs, coletivas e tribais.
Nestes últimos dias, início de março de 2026, estamos presenciando os lamentáveis acontecimentos no Oriente Médio, onde a tribo iraniana xiita enfrenta a tribo sionista israelense, apoiada pela tribo do cacique Trump.
O resultado é previsível: o fatal enfraquecimento dos três beligerantes, enraizados no tribal arcaísmo geopolítico, religioso,segregacionista.
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