A ECONOMIA
A Lei Áurea da Economia é muito simples: "Ninguém pode gastar mais do que ganha." Ou em termos positivos:" Todos devem ganhar mais do que gastam."
É uma Lei tão elementar que qualquer pessoa conhece e domina perfeitamente, desde o mais humilde até o mais letrado dos homens.
Todo cidadão individual, assim como o empresário, micro, médio e macro. Todos sabem, quer dizer, todos sabemos que no final do ano o balanço tem que ser positivo. Nesessariamente é preciso manter as contas no azul, ou pelos menos no verde. Às vezes, raramente, acontece de se entrar no amarelo, o sinal de alerta, temporário, por pouco tempo. Invariavelmente retorna o verde, ou melhor o azul, e o trânsito flui. Se tal não acontece, a pessoa cai no vermelho e pisa no freio.
Não é preciso ser um automobilista consagrado nem um diplomado PhD para entender essa regra básica.
A despeito de sua simplicidade o Brasil é um desses países que optam por avançar e erguer a bandeira vermelha. É exatamente o mesmo que fazem os Estados Unidos, o Japão, a Rússia, a China e tantos outros.
A dívida pública chega aos trilhões.
No Brasil, por exemplo, uma elite dinheirosa é a minoria. O resto é a maioria.
80 % da população está endividada. Está inadimplente. São os tomadores de empréstimos.
Quem é adimplente? São os doadores de empréstimos. São os que socorrem as pessoas e as empresas em suas aflições.
O empréstimo é o remédio que combate o sintoma, não a doença. É o paliativo que remedeia, mas não cura.
Nessa terapia o maior cliente é o governo. Justamente o governo, o sócio majoritário de todas as pessoas e de todas as empresas, o que arrecada os seus dividendos via imposto.
O imposto, pago pelas pessoas e pelas empresas, precisa ser bastante alto para cobrir as exigências do mercado impostas ao cliente, o mais doente e o mais necessitado de remédio.
O governo impõe impostos ao cidadão, o mercado impõe exigências ao governo, o seu cliente maior. A situação parece kafkaniana. Não é privilégio da situação ou da oposição. É regra geral.
O mais curioso é que a alta taxa de juros é fixada pelo banco dos bancos, o Banco Central, que antes era um apêndice do governo. Hoje ele se diz independente, porém seu presidente é nomeado pelo presidente da república, o maior freguês dos bancos. Se o presidente do Banco Central desagrada ao governo, o presidente da república nomeia outro, mais palatável, com poderes de impor taxas leoninas ao seu nomeador. Quem paga a conta é a sociedade, a mesma que elege o presidente da república.
É de fazer inveja a Kafka.
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