O PARAÌSO
Recentemente abordamos aqui o tema do conhecimento do ponto de vista linguístico, filosófico e teológico. Para muitos pode parecer uma mera especulação abstrata em torno de um assunto, perdido no reino da fantasia. Contudo a Ciência da linguística, da filosofia e da teologia, como Ciência verdadeira, tem uma relação direta com a realidade quotidiana. Caso contrário não seria Ciência.
Onde é que poderemos encontrar a âncora que garante a consistência das Verdades descobertas por filólogos, filósofos e teólogos?,
Meditando sobre o tema vem-nos a inspiração, como um artista que cria uma obra de arte que jamais existiu antes, ou um cientista que descobre algo que sempre existiu, mas que estava encoberto pelo desconhecimento. O oculto é revelado, "Das offenbare Geheimnis", na expressão de Goethe. E assim todo oculto permanece velado, até que seja desvelado. O véu, quer dizer o "velum" é retirado e o mistério fica exposto, acessível a todo aquele que busca a essência.
A revelação pressupõe a vigília, o estar esperto, desperto, com os olhos bem abertos, como a coruja, o símbolo da Filosofia, a soberana Ciência.
Também o mestre Jesus falava essa linguagem: "Nada há de oculto que não venha a ser revelado."
De fato o Santíssimo estava velado e ocultado pela cortina do Templo, acessível apenas ao Sumo Sacerdote, apenas uma vez por ano, no Dia da Expiação.
Até acontecer o Mistério do Gólgota. Na Sexta-feira, às 3 horas, Jesus expirou. Naquele exato momento, a Cortina do Templo rompeu-se de cima abaixo e o Santíssimo ficou visível, aberto a qualquer um que O busque. E continua acessível.
O Ev Angelion, a Boa Nova, é a Boa Notícia que anuncia o Novo Horizonte, ampliado segundo a disposição de cada um.
Essa Revelação está disponível para todos,sem exceção. Até as antigas tribos siberianas atravessaram o Estreito de Bhering, ocuparam o Alaska, continuaram migrando, para o sul, alcançaram o Continente Central, prosseguiram, alcançaram o sul, até o extremo sul, trazendo suas crenças e tradições ancestrais.
Muitos ainda persistem na ancestralidade, anacrônica, imprópria para a modernidade .Continuam desnudos, infantis, vivendo do extrativismo, do que a Natureza lhes prodigaliza, sem limites. Acomodados em seu Éden, em berço esplêndido, estacionados há séculos, temporariamente. Outros, pelo contrário avançaram mais. Ousaram romper os vínculos com o passado arcaico e seguiram em frente, vestidos, para a cidade, a civitate. Aculturaram-se e alguns até retornam às suas aldeias, para prestar serviços. Muitos são expulsos de seu Paraíso, outros emigram,voluntariamente. Recusam-se a estagnar.
O paradoxo em todo esse procsso é que alguns, "civilizados", adotam práticas já amplamente superadas pelo próprio "povo da floresta." Em vão retrocedem ao primitivismo, por livre opção, com o aval dos legisladores. Recusam-se a comer do Fruto do Conhecimento.
São aqueles de quem nos fala o apóstolo Paulo em sua Epístola aos Hebreus de Jerusalem.
"Permanecem meninos, incapazes de distinguir ente o Bem e o Mal."
Paulo, Epístola aos Hebreus, cap. 5, vers.13 e 14.
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