A CURVA SIGMÓIDE

 


       Todos nós sabemos da infalibilidade da Curva Sigmóide, a curva que expressa graficamente a Lei Universal do Crescimento. Qualquer ser vivo nasce pequeno, cresce, alcança o ápice, decresce, enfraquece e desaparece.

       Essa lei inexorável é válida para a planta, para o animal, para o homem, em suma para todos os reinos da natureza e para todos os Reinos e Impérios que jamais existiram, para os que ainda existem e para os que um dia existirâo na face da Terra.

       Embora seja uma Lei Universal de validade absoluta, mesmo assim muitas pessoas poderosas, no passado e no presente, insistiram e ainda insistem em ignorá-la. E quando esses poderosos potentados, à frente de seus Reinos e Impérios, ultrapassavam ou ultrapassam o àpice e chegam ao ponto sem volta, ao "Point of no Return", eles desesperam e partem para a insânia, quer dizer aceleram o processo de decadência,  segundo a  Lei imutável.

       Por mais poderosos que tenham sido os Impérios registrados na História, todos, sem exceção, um dia tiveram um fim. E todos os Impérios atuais, sem exceção, um dia terão um fim.

       Todos nós sabemos disso e assistimos, de perto e de longe, à ascensão e à queda dos poderosos, de hoje e de sempre.

       Todos sabemos disso. Quem talvez não saiba são certas lideranças que desconhecem a Curva Sigmóide e entregam-se à ilusão do poder infinito.

       O passado ajuda a entender o presente e, em parte, vislumbrar o futuro.

       O Império Grego de Alexandre era imenso e rendeu-se ao Império Romano.

       O Império Romano foi ainda maior e expandiu-se em várias direções. Chegou à Britania, à Gália e à Germania. O Império Romano era invencível até o dia em que bretões, gauleses e germanos reagiram.

       No tempo em que o Rio Reno ainda congelava, os rudes e valorosos germanos migraram para o sul e dominaram Roma.

       Carlos Magno, o rei franco, tentou reeditar o passado unindo o norte e o sul. Ensaiou uma cena com o Papa , e na noite de Natal do ano 800, foi coroado em Roma Imperador do Sacro Império Romano- Germânico.

       Não durou muito.

      Muita água rolou, e 10 séculos mais tarde, foi a vez de Napoleão, herdeiro da Revolução Francesa que havia abolido  a Monarquia.

       O próprio Napoleão coroou-se a si mesmo e partiu para consolidar o seu Império. Era brilhante administrador, estrategista e legislador, e como todo bom imperialista sua ambição era ilimitada. Queria conquistar sempre mais. Era invencível, até ser humilhantemente derrotado pelo exército e pelo inverno russo.

       Em 1860 e 1870, a Itália e a Alemanha, respectivamente, unificaram-se como nações.

       Na Alemanha Bismarck, excelente administrador e estrategista,  foi o grande arquiteto da unificação alemã, apoiado pelo  Rei da Prússia, Guilherme  I.

       O sucessor de Guilherme I, seu neto  Guilherme II, era belicista, colonialista e autoritário. Entrou em conflito com Bismarck, demitiu-o do cargo de Chanceler e conduziu, sozinho, a Alemanha até a humilhante derrota na I Guerra Mundial, de 1914--18.

       A monarquia alemão foi abolida, e o fraco Presidente Hindenburg, em 1933, nomeia o nazista Hitler como  Chanceler. 

       "Quando um cego guia o outro, os dois caem no buraco." Mateus 15.

       Vejam a sequência: o Sacro Império Romano-Germânico foi o I Reich. O II Reich foi fundado em 1871 na Sala dos Espelhos no Palácio de Versalhes, em Paris. O III Reich foi fundado em Berlim em 1933 pelo Chanceler Hitler, ocupando o mesmo cargo de Bismarck, 60 anos depois. 

       O III Reich, que deveria durar 1000 anos, durou 12. 

       Em 23 de agosto de 1939 o III Reich nazi de Hitler firmou uma aliança com o Império Soviético de Stalin e ambos, invadiram a Polônia e, unidos, iniciaram a II Guerra Mundial. Os dois tinham ideais parecidos. Um queria promover  a Revolução Mundial Socialista sob a tutela da Rússia. O outro queria implantar a tirania Nacional-Socialista sob o domínio da pura raça ariana.

       Caíram ambos no buraco, em 1945 e em 1991.

       Quando o III Reich resolveu invadir sua aliada soviética em 22/06/1941,o resultado foi, providencialmente, catastrófico para os dois lados. 

       Graças ao decisivo apoio dos EUA e da Ucrânia pôde o Império Soviético derrotar o Império  Nazi, em 08/ de maio de 1945. Curiosamente, nas Paradas da Vitória celebradas anualmente em 9 de maio na Praça Vermelha, os inflamados discursos nunca mencionam a contribuição dos  EUA e da Ucrânia para a vitória na Guerra Pátria da Rússia. Tampouco lembram o Acordo Nazi-Soviético de 1939.

       O Império Nazi    sucumbiu      em   maio de 1945. O Império Soviético colapsou em dezembro de 1991. De nada adianta querer adulterar a Curva Sigmóide, a Curva Universal do Crescimento e da Senescência.

       Neste momento, maio de 2026, estamos assistindo ao fim melancólico do Império Putin. Não satisfeito em possuir 17 000 000 km2 de território, cobrindo 11 fusos horários, o ditador russo ainda aventura-se a conquistar a Criméia, o Donbass e a Ucrânia inteira.

      Deu ruim prá ele. 

       Outro grande império atual, o maior de todos, são os EUA, possuidores de 800 bases militares ao redor do mundo. Aventura-se a atacar o Irã, em aliança com Israel, a  mais poderosa e única democracia no Oriente Médio. Juntos apoiam o sionismo expansionista e a criação de novas colônias na Cisjordânia. A meta é reconstituir o antigo Império Salomônico, o país da Bíblia, da Mesopotâmia ao Egito.

       Pergunta-se: Quantas pessoas ainda acreditam que os objetivos sionistas serão alcançados?

       Mais um grande Império emergente atual é o chinês. Em 30 anos a China subiu da mais violenta e atrasada ditadura maoista para a segunda potência industrial-militar.

       O Império Chinês, não satisfeito com suas conquistas econômicas, está também conquistando a Sibéria, pacificamente. O próximo   alvo é a conquista militar da pequena ilha de Taiwan.

       A milenar cultura chinesa não quer aprender a lição de Napoleão, de Hitler, de Putin. Quer conquistar mais império  territorial.

       Jesus dizia: "Meu Reino não é deste mundo."  João 18:33-37.

       

       

        

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