AS CORRESPONDÊNCIAS

 


       A primeira linha escrita na "Tábua da Esmeralda", a Tabula Smaragdina" exprime a sabedoria iniciática  de Hermes Trimegisto.

       Assim falava Hermes: "Como é em cima, também é embaixo."

       A linguagem hermética expressa muito em poucas palavras.

       O Grande está contido no Pequeno. O Macro é o Micro ampliado. O Micro é o Macro em miniatura. O Pequeno se torna Grande pelos seus efeitos. (Steiner).

       O sistema atômico é um sistema solar resumido. Uma galáxia é um conjunto de sistemas solares. É um grande átomo. Um aglomerado de galáxias é uma molécula. O Universo é uma substância, um conjunto de aglomerados galácticos, moleculares, atômicos e subatômicos.

       Tudo neste mundo começa pequeno e se desdobra. O mínimo espermatozóide fecunda o óvulo. O pequenino ovo (zigoto), fecundado, aninha-se no útero e cresce vertiginosamente. É o embrião de um novo ser. Continua crecendo como feto até nascer como bebê. Em apenas nove meses.

       Segue crescendo por três setênios, estabiliza-se e lá pelo sétimo setênio inicia seu decaimento.

       Percorre a "Curva Universal do Crescimento e do Decrescimento." Completa um ciclo para iniciar outro, em contínua evolução.

       O Pequeno se torna Grande, o Grande torna-se Pequeno. E vice-versa. O Hermetismo não cessa.

       Uma nebulosa gasosa se contrai, colapsa, compacta, impacta, implode e explode. Nasce uma estrela. Uma Super Nova.  Quer dizer, não nasce ,e sim renasce para um novo ciclo vital.

       A massa gasosa expande-se ao máximo, impulsionada pela força centrífuga de levidade.

       Tendo alcançado o máximo de expansão, instantaneamente inicia sua contração, atraída pela força centrípeta de gravidade. até formar uma bola gasosa, transmutando continuamente  H (hidrogênio) em He (hélio). 

       O Sol é uma estrela como tantas outras. Vive de transmutação. Ao transmutar núcleos de H em He,o Sol (e as estrelas) perde massa. Porém na Natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transmuta.  

       E=mc2 é uma equação, biunívoca. Quer dizer mc2=E. Continuamente a massa "perdida" se transmuta em energia, solar, calor, luz etc. Todo o calor e toda a luz do Sol que chega até nós saiu de  lá graças a uma miraculosa reação nuclear onde hidrogênio se transmuta em hélio, a baixa energia.

       Quantificando o fenômeno a Ciência Astrofísica descobriu que, a cada segundo o Sol converte 4 milhões  de toneladas de massa em luz, calor etc. Todas as radiações emitidas pelo Sol são liberadas por transmutação, a baixa energia. 

       A temperatura mais alta no interior do Sol é da ordem de 15 milhões de graus centígrados. Isso lá em cima, no Sol.

       Aqui embaixo,    na Terra, o homem precisa gerar uma temperatura de 100 milhões de graus centígrados para fundir núcleos de hidrogênio em hélio. É a chamada Bomba H de fusão nuclear. Para fundir núcleos de hidrogênio aqui na Terra a tecnologia utilizou uma bomba atômica de fissão de urânio como estopim. Uma bomba de urânio para detonar uma bomba de hidrogênio. 

       Tudo isso para gerar 100 000 000°C, necessários para transmutar H em He, na Terra. Uma temperatura 6,6 vezes maior que no núcleo do Sol.

       "Como é em cima, também é embaixo", guardadas as devidas proporções.

       Impressionante é o consumo de hidrogênio no Sol. 

       A cada segundo o Sol consome 600 milhões de toneladas de H e os converte  em 596 milhões de toneladas de He. A diferença, os 4 milhões de toneladas de massa que se perdem, não se perdem. e sim, transformam -se, ou melhor, transmutam-se em energia solar, luz,calor e etc.

       Luz, calor e etc são responsáveis pelo surgimento e manutenção da vida entre nós. Sem luz nem°grandeza. calor nem etc não existe vida. O frio gélido e o escuro total não geram vida. 

       O que está lá em cima repercute aqui embaixo.

       Daí concluímos: a vida na Terra depende da vida no Sol. A Vida provém da Vida. O Sol como um organismo vivo atua sobre o organismo vivo Terra. Porisso as transmutações biológicas ocorrem tanto aqui como lá, a baixa energia,  em perfeita correspondência.

       O Sol é uma humilde estrela, amarelada, de 5° grandeza. O que dizer de uma estrela de 3°, de 2° ou de 1° grandeza. Cada estrela do céu, pequena ou grande, próxima ou distante, visível ou invisível, está continuamente pulsando sua força vital em todos os sentidos, pelo Universo afora. Uma fração mínima dessa força chega até nós e nos mantém vivos. E o resto dessa força? Perde-se nos confins do Universo?

       Não. No Universo nada se perde. A energia se condensa em massa. A massa se sutiliza em energia.

       E=mc2, mc2=E. É a dinãmica do Universo, muito bem concebida na primeira linha daquela página conhecida como "Tabula Smaragdina"  

       Falamos de uma estrela. Várias estrelas foraglomeradomam uma constelação. Várias constelações formam um aglomerado. Muitos aglomerados de constelações formam uma galáxia. Um conjunto de galáxias formam um grande conglomerado. E assim por diante. Os glomerados se replicam em diferentes níveis. 

       A força de gravidade os mantém coesos. Porém quando uma supernova explode, ela se expande em todas as direções, impelida pela força de levidade. No ponto máximo de expansão, a estrela volta a se contrair até colapsar. A gravidade mantém sua coesão, temporariamente. No ponto máximo de compactação e gravitação, renasce uma Supernova. 

       Assim também numa constelação, num glomerado, numa galáxia, numa família de galáxias. e num glomérulo, aderido a uma semente de beterraba.

       O que mantém a coesão é a força de gravidade. 

       Uma vez superada a força de gravidade, centrípeta, prevalece a força de levidade, centrífuga. A levez supera a pesantez. Temporariamente. A gravidez só dura nove meses. E a levidez?

       No céu existem muitas estrelas duplas. Uma estrela e um astro, rodeando-se  um ao outro, emAté atração gravitacional irresistível. Até quando vai durar esse namoro? Até o enlace.

       Nossa galáxia  engloba um glomérulo de 400 bilhões de estrelas. Nossa vizinha Andrômeda idem. Ela se dirige em nossa direção

, irresistivelmente atraída, à velocidade da luz. A Via Láctea ( o Vio Lácteo) igualmente. Um dia vão se encontrar. Explosões de artifício vão comemorar o evento. Será a Androláctea. A Astrofísica não sabe ainda quantas minigaláxias irão nascer desse matrimônio, expandindo-se velozmente. Temporariamente. 

       O que é válido para o pequeno, vale para o mediano e para o grande.

       O máximo que ainda é possível alcançarmos, precariamente, é o Universo.

       Uni  verso é palavra derivada do latim uni  versum. Literalmente quer dizer "voltado para um." Em inglês "turned to one". Arbitrariamente poderíamos acrescentar "turned to oneself", "voltado para si mesmo". Ele é uno, só tem um verso, uma dobra única. Não se desdobra em vários versos.

       Porém a poesia se compõe de vários versos e estrofes, ritmando-se e rimando-se, em melodiosa harmonia. 

       A música se compõe  e se decompõe em diferentes oitavas, Raramente ela é "samba de uma nota só."

       Beethoven conseguiu, uma única vez, compor uma sonata, a Waldstein, começando com uma nota só. E durante a composição ele retorna algumas vezes à mesma nota, perfeitamente integrada ao todo. É a genialidade do gênio. 

       É possível na Arte. O Universo é natural. A Arte não é nem natural nem artificial. Ela transcende.

        O Universo começou como um compacto de dimensões mínimas. Quando atigiu o seu máximo de compactação, aí,BANG, explodiu. E lançou suas partículas em todas as direções. Cada astro que está no céu é um estilhaço da Grande Explosão, expandindo-se em alta velocidade, submissos à leveza do ser.

       Porém existem os glomerados. São ilhas de gravidade, estelares, constelacionais, galácticas e glomeruladas (nas sementes de beterraba), coesas até o momento da germinação  ou da concepção. 

                                              (Continua amanhã) 

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